quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Filme: Narradores de Javé

Narradores de Javé é um filme brasileiro de 2003, do gênero drama, dirigido por Eliane Caffé, na qual retrata a história de um povoado do Vale de Javé, situado no sertão baiano, que está prestes a ser inundado para a construção de uma enorme usina hidrelétrica. Diante de infausta notícia, a comunidade decide ir a defesa de sua existência pondo em prática uma estratégia bastante inusitada e original: escrever um dossiê que documente o que consideram ser os "grandes" e "nobres" acontecimentos da história do povoado e assim justificar a sua preservação. Se até hoje ninguém se preocupou em escrever a verdadeira história de Javé, tal tarefa deverá agora ser executada pelos próprios habitantes. como a maioria dos moradores de Javé são bons contadores de histórias, mas mal sabem escrever o próprio nome, é necessário conseguir um escrivão à altura de tal empreendimento, então é designado o nome de Antônio Biá, personagem anárquico, de caráter duvidoso, porém o único no povoado que sabe escrever fluentemente. Apesar de polêmico, ele terá a permissão de todos para ouvir e registrar os relatos mais importantes que formarão a trama histórica do vilarejo. Uma tarefa difícil porque nem sempre os habitantes concordam sobre qual, dentre todas as versões, deverá prevalecer na memória do povoado. Na construção deste dossiê, inicia-se um duelo poético entre os contadores que disputam com suas histórias - muitas vezes fantásticas e lendárias - o direito de permanecerem no patrimônio de Javé.

“Aspectos importantes do filme associados à texto escrito x texto oral”:
Podemos observar que a história dos grupos sociais que não têm o hábito da escrita, da documentação institucional e oficializante, sobrevive de boca em boca, nos casos contados, nas tradições e nos rituais traçados pela palavra dita e pela linguagem corporal, ou seja, eles possuem informação e conhecimento, mas eles estão fixados em outra instância, volátil, que é a da oralidade.
Em um vilarejo como Javé, por exemplo, a oralidade não é simplesmente uma tradição, mas um problema que vem da base do início, devido à precária situação sócio-econômica dos moradores, maioria deles analfabetos. Ao receber a notícia da inundação, os moradores se viram desesperados, mas por mais que eles conhecessem e soubessem revelar o tesouro de Javé à sua maneira, acabaram reféns da ausência de uma versão oficial documentada e viram a memória do Vale e a própria identidade se afundando em meio às águas da barragem. O povo desse vilarejo não possuía objetos concretos como documentos de memória, que na nossa cultura podem ser considerados fatores essenciais para apoiar a manutenção do passado e garantir a permanência da existência humana no presente e no futuro.
Enfim, o filme retrata duas formas de se contar uma história, a forma escrita e a forma oral e também as dificuldades que existem em se transformar a forma oral em escrita quando se tem várias versões para uma mesma história. Destaca também a memória das pessoas para guardar relatos tão antigos com a riqueza de detalhes com que foi proferido.

“Relação do filme: Narradores de Javé com o PI: As Pessoas e As Organizações”:
Pode destacar que é fundamental ter uma boa comunicação: Linguagem Oral e Escrita, para haver um desenvolvimento eficaz. O filme mostra a precariedade da linguagem escrita e oral por não ocorrer o consenso e essas linguagens nas organizações se tornam essenciais, indispensáveis. Javé, era um obstáculo para o crescimento e para que o mesmo acontecesse, era realmente necessário a extenção de Javé; assim as organizações desenvolvem, evoluem, progridem e as pessoas que estão envolvidas nelas também, tendo como solução adaptação as mudanças. Enfim, tanto na linguagem oral como na escrita não havia o consenso da comunidade de Javé, cada um tinha sua história.

1 Comentário:

Bianca disse...

Vocês foram ótimos!!!!!

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